Refúgio e Bodhicitta por Kalu Rinpoche

Considerando-se que nos situamos no contexto do mahayana, primeiramente devemos lembrar que não somente nós mesmos, mas todos os seres, são prisioneiros do samsara. Desejamos, portanto, obter para nós mesmos a libertação e a felicidade que resultam do mahayana, assim como a capacidade de ajudar os outros e conduzi-los a essa mesma felicidade. Dado que apenas as Três Jóias podem nos guiar nesse caminho, tomamos refúgio nelas do fundo do coração. Depois, geramos a mente do Despertar, a bodhicitta, pensando: "Para o bem de todos os seres, eu me exercitarei na transformação das emoções segundo o ensinamento do mahayana."

            No momento em que nós recitamos a fórmula de tomada de refúgio, pensamos que, no céu a nossa frente, estão os Buddhas, os bodhisattvas e os textos representando o ensinamento. Em sua presença, pensamos que nós mesmos e todos os seres, com confiança e respeito, prosternamo-nos e pedimos-lhes para nos proteger dos sofrimentos do samsara.
(recitação)

            Ao final da recitação da tomada de refúgio, pensamos que os Buddhas e bodhisattvas emitem uma imensa luz que toca todos os seres e os purifica de seus erros e de seus véus. Depois, sentimos plenamente a graça recebida das Três Jóias e guardamos por um momento a mente em repouso.
(breve meditação)

            Agora, lembramo-nos que todos os seres das três esferas e dos seis mundos foram nosso pai e nossa mãe em nossas vidas passadas. Todos cometem muitos atos negativos, causa dos sofrimentos, e experimentam o resultado disso. Pensamos que é preciso retirá-los do oceano de sofrimentos do samsara e trazê-los ao estado de Buddha e que, para fazer isso, iremos praticar a meditação do mahayana. Com esse pensamento recitamos a fórmula do desenvolvimento da mente do Despertar.
(recitação)

Texto extraído do livro "Ensinamentos Fundamentais do Budismo Tibetano: Budismo Vivo, Budismo Profundo, Budismo Esotérico"
Autoria de Kalu Rinpoche

Paula

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From: Paula .
To: Amigos do Dharma
Sent: Thursday, January 29, 2009 8:31 AM
Subject: [Amigos_do_Dharma] Refúgio e Bodhicitta por Kalu Rinpoche

Deus egípcio

O principal Deus egípcio era Amon-Rá (Aton ou Rá). Diz a lenda que Amon-Rá
enviou a Terra, a fim de pacificar os conflitos humanos, Ísis e Osíris que
são irmãos mas também esposos, e também Seth e Nefth, que também são irmãos
e esposos. Ísis e Nefth eram gêmeas, por isso certa noite, Osíris confundiu
Nefth com sua verdadeira esposa e dormiu com ela. O resultado disso foi um
filho: Anúbis, o Deus chacal. Produto de uma relação ilegal, Anúbis foi
rejeitado por sua própria mãe e jogado no rio Nilo. O bebê foi encontrado e
adotado por Ísis. Anúbis passou a amá-la e tornou-se seu maior amigo.
Osíris, que era muito sábio, decidiu levar seus conhecimentos ao resto do
mundo e confiou a regência do seu trono a Ísis.

Durante a ausência de Osíris, seu irmão Seth tentou apossar-se do trono mas
foi frustrado em suas intenções por Ísis. Quando Osíris voltou, Seth, que
sentia uma grande inveja da virtude e da fama de Osíris e o odiava pela
traição da mulher com Osíris, resolveu mata-lo: tirou as medidas do corpo de
irmão, em segredo, e mandou fazer uma bela arca, adornada e realçada com
pedras. Deu uma festa em comemoração ao retorno de Osíris e propôs que
presentearia com a arca a quem nela entrasse e a ocupasse com o próprio
corpo. Todos os convidados entraram na arca mas ela sempre resultava grande.
Chegou a vez de Osíris cujo corpo, de grande estatura, adaptou-se
perfeitamente à arca. Seth e seus cúmplices fecharam a arca lacrando-a e
lançando-a no rio Nilo. Desolada, Ísis procurou seu marido por todo o
planeta, e achou a arca onde Osíris estava. Quando chegou ao seu país,
escondeu a arca nos pântanos. Enquanto caçava à luz da lua, Seth encontrou a
arca, abriu-a e viu os restos do irmão. Furioso, despedaçou o corpo em
catorze pedaços e os espalhou pelo Egito. Anúbis tomou a forma de um chacal
negro para farejar os restos de Osíris. Em cada local que Ísis e Anúbis
descobriu uma parte do corpo de Osíris, foi levantada uma capela. Recomposto
o corpo de Osíris, Ísis e ele tiveram um filho: Hórus, o Deus falcão. Osíris
se integrou ao Tribunal dos Mortos e Hórus permaneceu na Terra para derrotar
Seth que tomara o trono de Osíris.

Hórus reuniu todos os fiéis a Osíris e partiu sobre Seth para vingar a morte
do pai, mutilando-o e esterilizando-o. Seth, por sua vez, transformou-se num
grande porco negro e devorou o olho esquerdo de Hórus e, assim, a lua parou
de iluminar. Ísis suplicou a seu filho que pusesse fim ao massacre mas
Hórus, num ímpeto de ódio, decepou a cabeça da mãe. Thot curou-a colocando
uma cabeça de vaca em lugar da sua. A batalha recomeçou sem vencedores ou
vencidos. Thot curou Seth mas impôs que este restituísse o olho de Hórus. A
lua, então, voltou a brilhar. Os deuses levaram a questão a julgamento e o
processo durou oitenta anos. Seth acusou Hórus de ilegitimidade. Hórus
acusou Seth pelo assassinato do pai. Por fim os deuses decidiram que Hórus
ficaria como rei do Baixo Egito e Seth como rei do Alto Egito.

Candy Saad

A vovó Ava estele

A delicada vovó Ava Estelle, de 81 anos, ficou tão chocada quando dois
delinqüentes estupraram sua neta de 18 anos que ela conseguiu localizar os
desavisados ex-condenados - e os baleou nos testículos.

A velha senhora passou uma semana caçando esses homens - e quando os
encontrou vingou-se desta forma inusitada", disse Evan Delp, investigador da
polícia de Melbourne. Em seguida ela tomou um taxi, foi até a delegacia de
polícia mais próxima, colocou a arma no balcão do sargento de plantão e lhe
disse, com toda a calma: "Por Deus, esses bastardos não vão estuprar mais
ninguém!"

Os policiais disseram que Davis Furth, de 33 anos, ex-condenado e
estuprador, perdeu o pênis e os testículos quando a ultrajada Ava abriu fogo
com sua pistola de 9 mm no quarto do hotel onde ele vivia junto com Stanley
Thomas, de 29 anos, seu companheiro de cela do período em que haviam
cumprido pena na cadeia.

A polícia disse que a enrugada vingadora mandou para o outro mundo também os
testículos de Thomas, mas o médico procurou salvar seu pênis mutilado.
"Thomas não perdeu sua masculinidade mas o médico com quem conversei disse
que ele não poderá usá-lo com antigamente" , disse o investigador Delp aos
repórteres. "Os dois homens ainda estão em más condições, mas acho que devem
estar felizes
por terem sobrevivido depois daquilo que passaram".

A Vovó Rambo entrou em ação em 21 de agosto, após sua neta Debbie ter sido
agarrada e violentada em plena luz do dia pelos dois bandidos armados de
facas. "Quando vi a expressão no rosto da minha Debbie, aquela noite no
hospital, decidi que sairia sozinha atrás daqueles bastardos porque imaginei
que a lei seria branda com eles",

relatou a bibliotecária aposentada. "E eu não estava com medo deles porque
eu tinha um revolver e tinha atirado durante toda a vida. E não fui tonta de
devolvê-lo quando a lei mudou a respeito de possuir um."

Assim, usando um esboço dos suspeitos e da descrição feita por Debbie, firme
como uma rocha, Ava passou sete dias rondando a vizinhança onde o crime
havia acontecido até ver os azarados estupradores entrarem no hotel
decadente em que moravam.

A idosa senhora relembra "Eu sabia que eram eles no minuto em que os vi, mas
ainda assim fiz uma foto deles e a levei para Debbie e ela disse, segura
como o diabo, que eram eles. Assim voltei para o hotel e encontrei o quarto
deles e bati na porta, e no instante em que o grandão abriu a porta eu
atirei em linha reta entre suas pernas, exatamente onde ele realmente
ficaria mais ferido, sabe... Então entrei e
atirei no outro quando ele recuou, suplicando-me que o poupasse. Então fui
até a delegacia de polícia e me entreguei."

Agora, especialistas perplexos tentam imaginar exatamente o que fazer com a
vovó vigilante. "O que ela fez está errado e ela infringiu a lei, mas é
difícil mandar uma velha senhora de 81 anos para a cadeia" - disse o
investigador Delp - Especialmente quando 3 milhões de pessoas na cidade
querem nomeá-la santa e para uma medalha."

Esta história me foi enviada por email

Introdução ao livro Blavastsky and the Secret Doctrine (Blavatsky e a Doutrina Secreta) , de Max Heindel

Teria sido uma perda real para todos os estudantes de misticismo e
metafísica se este pequeno ensaio sobre H.P. Blavastsky e a Doutrina Secreta
não chegasse a ser impresso.

Max Heindel, o místico cristão, tributa uma homenagem à madame Blavatsky, a
ocultista oriental. Ele vê acima das pequenas diferenças que separam o
ocidente do oriente e gratifica-se com a grande sabedoria que floresceu na
Ásia, frutificando- se no pensamento do mundo. Grande é a mente que
reconhece a grandeza de outras mentes. O tributo de Max Heindel à memória de
Blavatsky e seus Mestres é verdadeiramente um belo gesto num mundo em que se
torna cada vez mais raro tão gentis impulsos.

Vive-se num código de críticas e condenações com poucas apreciações aos
trabalhos dos outros. Seitas e credos constroem muralhas em torno de si, e
somente almas heroicas em suas percepções espirituais estão verdadeiramente
capacitadas à sobrepor-se a tais imaginárias limitações. Volte seus
pensamentos para os livros que você tem lido e note quão raro é algum
escritor falar bem de outro. Cada homem, firme em suas próprias opiniões são
raramente cortezes com as opiniões dos demais. Há muitos mestres neste mundo
que instruem com palavras, porém apenas poucos que instruem com o nobre
exemplo de atos generosos.
Em seu tratado de metafísica cristã, The Rosicrucian Cosmo-Concepion (O
Conceito Rosacruz do Cosmos), Max Heindel refere-se à madame Blavastky como
"uma fiel discípula dos Mestres Orientais" e no mesmo parágrafo ele
qualifica a Doutrina Secreta, o grande livro de H.P. Blavatsky como "Um
excelente trabalho". Com sua apreciação de profundo valor espiritual, Max
Heindel estava eminentemente capacitado para reconhecer o mérito fundamental
do trabalho de madame Blavatsky. O místico cristão é aqui revelado como um
sincero estudante do ocultismo oriental. Seu sumário da Doutrina Secreta, na
última parte deste livro revela um notável conhecimento dos relevantes
princípios das monumentais tradições espirituais da Ásia.

Em poucas, breves e simples palavras o Sr. Heindel aborda a cosmogenese, a
criação do mundo e a antropogenese, a criação do homem. Ambos, rosacrucianos
e teosofistas, de fato, todos os sinceros estudantes de ciências ocultas,
farão proveito em considerar este sumário.

O manuscrito do presente livro pode ser provavelmente considerado como a
primeira produção literária de Max Heindel. Foi o começo de uma considerável
literatura metafísica dedicada à aplicação do idealismo místico aos
problemas vitais de uma humanidade sofredora e aflita. Tem sido escrito que
"o primeiro será o último". Este pequeno livro constitui o único manuscrito
remanescente não publicado de Max Heindel. O manuscrito original consistia
das notas de duas conferências pronunciadas na Sociedade Teosófica em Los
Angeles. Nos anos que sucederam a preparação destas palestras Max Heindel
ampliou grandiosamente seu acervo de conhecimento místico e tem sido
reconhecido justamente como o mais famoso mistico cristão da América. Sua
admiração e respeito por madame Blavastsky não se alterou, todavia, sendo
que até o dia de sua morte física ele sempre se referiu a ela em termos da
mais elevada admiração. Foi através dos escritos de Blavastsky que Max
Heindel recebeu em sua vida seus primeiros conhecimentos de ciencias
ocultas. Ele reconhecia a gratidão como a primeira lei no ocultismo e sua
refinada alma preservou até o final de sua existencia terrena um belo
espírito de gratidão pela inspiração e instrução obtida na Doutrina Secreta.

Ambos, madame Blavatsky e Max Heindel, dedicaram suas vidas ao serviço pela
humanidade. Cada um devotou-se à disseminação do conhecimento espiritual.
ambos receberam em troca na maioria dos casos, ingratidão, perseguição e
inconpreensão. Ambos sofreram pela falsidade de amigos e aprenderam quão
cruel pode ser o mundo para aqueles que se esforçam para educá-lo e
impulsioná-lo. Somente o líder de um movimento espiritual pode compreender
quão pesada uma responsabilidade de liderança pode se tornar. Madame
Blavatsky já havia passado ao mundo invisível antes de Max Heindel iniciar
seu ministério. Eles nunca se encontraram no plano físico. Mas Max Heindel
veio a compreender a grande ocultista oriental com íntimo conhecimento de
causa, através de similar serviço dedicado à elevados ideias. Ele veio a
compreendê-la como somente um místico pode. Sua apreciação da lealdade e
paciência de Blavatsky foi aprofundada pelas adversidades que ele próprio
sofreu.

Ambos H.P. Blavatsky e Max Heindel deram suas vidas num bele serviço pelas
necessidades espirituais da raça humana. Ambos se foram precocemente,
desgastados por responsabilidades e perseguições. Cada qual legou uma
incalculável herança espiritual para as gerações futuras, uma literatura
metafísica que sobreviverá as vicissitudes do tempo.

Os verdadeiros propósitos do misticismo são: perpetuar, interpretar e
atualizar o idealismo da raça. Os homens tomam a religião como direção,
encorajamento e alívio. Buscamos a religião para nos elevarmos vivendo com
honestidade as nossas vidas. Reconhecemos existirem grupos de pessoas em
várias partes do planêta cultivando valores espirituais, num mundo dominado
por manifestações materiais. Buscamos ideais, um propósito digno para nos
unir em ação. Desejamos estabelecer neste vale de lágrimas uma estrutura
espiritual que nos elevará acima da rotina. Queremos expandir a vida e
reconhecemos nossas instituições espirituais como oáses num deserto de
materialismo.

A civilização vive a agonia de um grande período de reconstrução. Como nunca
se viu na história, os homens estão buscando soluções para iminentes
problemas. A incompatibilidade entre a Igreja e o Estado cede à compreensão
da demanda de cooperação em favor da humanidade.

Em toda parte do mundo civilizado há homens e mulheres dedicados à
interpretação mística da vida. Estes homens e mulheres estão dedicados a um
código de ética espiritual que tem como fundamento dois grandes princípios :
a paternidade de Deus e a fraternidade dos Homens. Estes estudantes estão na
maior parte organizados em vários grupos,grandes e pequenos para o expresso
propósito de auto-melhoramento e aperfeiçoamento social. Tais grupos podem
ser classificados sob duas ordens: primeiro, aqueles cuja inspiração é
fundamentalmente cristã; segundo, aqueles de inspiração fundamentalmente
oriental. Mesmos que estes grupos estejam essencialmente divididos, por
ênfase, o propósito fundamental que aspiram alcançar é idêntico . como
iluminados movimentos espirituais tem como meta e propósito, a regeneração
do homem, individual e coletivamente.

Max Heindel foi um pioneiro em cristianismo místico e madame Blavatsky foi
uma pioneira em ocultismo oriental. ambos estabeleceram sistemas de
pensamento que se propagaram rapidamente através de uma humanidade
animicamente faminta. Não legaram apenas suas próprias organizações, mas
sementes que plantadas nos corações dos homens tem gerado muitos frutos em
várias partes do mundo, onde outras organizações tem sido estabelecidas
segundo linhas semelhantes. Há um considerável corpo de místicos e
ocultistas na América e seu número é incrementado a cada dia por diligentes
homens e mulheres cujos corações e mentes estão aspirando por alguma
explanação racional para as mudanças que estão ocorrendo na sociedade.

Quase todos os estudantes de ciencias ocultas na América conhecem o trabalho
que madame Blavastky e Max Heindel estabeleceram. As vidas destes dois
fundadores espiritualistas são exemplos da grandeza do esforço espiritual e
da mais altruista devoção. Se admiramos estes grandes líderes, desejaremos
promover seus trabalhos para a continuidade inteligente de seus ensinamentos
através da palavra e da ação. Durante o período da Grande Guerra Mundial, a
metafísica perdeu uma grande oportunidade em contribuir de forma efetiva em
prol da raça humana, permitindo-se divisões por discrepancias e
controvérsias. Organizações que deveriam ter se dedicado a um generoso
serviço pela humanidade desperdiçaram suas energias em vãs disputas acerca
de temas pessoais de pequena ou nenhuma importância.

Nossa presente crise ( Hall se refere à chamada grande depressão economica
de 1929) difere das condições da Grande Guerra Mundial. Todo o mundo
civilizado está lutando contra o egoísmo e a corrupção. Uma nova e grande
oportunidade está a mão para a aplicação de soluções espirituais aos
problemas materiais. É dever de todos os individuos espiritualmente
iluminados e de suas organizações esquecer todas as diferenças, sacrificar
todas as ambições pessoais, e dedicar-se novamente aos grandes ideais que
dizeram nascer tais ordens e sociedades.

Durante o grande "boom", período de expansão imediatamente precedente a
presente crise econômica, até as organizações místicas foram infectadas pelo
"bacilo" da opulência, ambição pessoal e exploração.Personalid ades
eclipsaram princípios e indivíduos e organizações se afastaram das verdades
simples que constituem a essencia de uma existência inteligente. Então veio
o colapso. Valores materiais comprometeram o promissor desenvolvimento.
Ambições provocaram dispersões aos ventos e a raça humana foi confrontada
com problemas que somente poderiam ser resolvidos através da restituição dos
valores espirituais e da rededicação dos homens e organizações aos
princípios do altruismo e da verdade.

Suponha que H.P.Blavatsky, a leoa da Sociedade Teosófica, retornasse dos
planos invisíveis demandando contas aos membros da Sociedade que fundou.
Quem poderia levantar-se ante ela e dizer honestamente, " amada mestra,
temos feito o melhor que podemos; temos seguido com fidelidade a ti e aos
mestres pelos quais falaste." Quantos poderiam dizer, " temos sido honestos,
bons, justos e impessoais; respondendo fielmente à sabedoria que recebemos;
temos propagado a tua mensagem; temos permanecido absolutamente livres, como
tu nos orientastes de toda controversia. Quantos poderiam dizer, "aqui está
a nossa sociedade tão pura quanto nos deixaste." Poderia os teosofistas
proclamar tais palavras ou ficariam cabisbaixos e envergonhados em encarar o
grande semblante e os luminosos olhas da primeira e maior teosofista?
Poderia madame Blavatsky caminhar através dos corredores de Adyar e
voltar-se àqueles que a representaram no século XX e dizer, " bem fizeste
bons e fieis servos?" Se não pudessem dizer isso, por que seria? Teriam
lembrado seu nome e esquecido o seu trabalho? Seria porque fracos e débeis,
homens e mulheres, estariam esquecendo o grandioso bem ao elevarem-se a si
mesmos ao poder a partir do enfraquecimento dos ideais? Teosofistas de todo
o mundo, dediquem-se novamente ao nobre espírito que esteve presente entre
vós, cujos trabalhos constituem a vossa riqueza, cujos ideais constituem o
vosso propósito e cujo generoso e desprendido sacrifício vem a ser a pedra
angular da vossa organização!

Suponha do mesmo modo, que Max Heindel retornasse aos campos de seu trabalho
na Terra e num simples gabardine caminhasse no meio de seus seguidores.
Suponha que ele perguntasse: "Irmãos e irmãs, tem vocês cultivado o amor uns
aos outros? Eu plantei um roseiral de virtudes; tem vocês o cultivado com
dedicação? Meu nome está em seus lábios, porém está meu trabalho também em
seus corações? Tem sido verdadeiros uns com os outros? Estão trabalhando com
generosidade, impessoalmente? Tem amado tão grandiosamente nosso Pai celeste
a ponto de abranger no amor todos os seres humanos? " Como poderiam
responder a ele os rosacrucianos? Poderiam dizer, "amado irmão, nossa
constante inspiração, temos cumprido o trabalho, que iniciaste, com simpatia
e bondade. Entre nós não há orgulho, egoísmo, personalismo, nem pequenas
ambições. Aqui está a Fraternidade que tu nos confiaste com cuidado, tão
pura, tão formosa e tão unida em santo propósito como tu te esforçaste que
fosse. Não observamos títulos que distinguem ou discriminam. Não estamos
unidos por coisas insignificantes, mas por grandes coisas. Nestes quinze
anos, desde que você foi chamado à vida superior temos procurado realizar o
trabalho que você iniciou. Somos como você desejou: homens e mulheres
desprovidos de todo engano." Seriam verdadeiras estas palavras? Se não, por
que não seriam verdadeiras? É o homem tão débil para empreender um bom
trabalho? É sua pequenês tão grande e sua grandeza tão pequena?

Se aspiramos sentir o chamado de nossos líderes poderemos retomá-los
novamente e reconhecer que temos falhado com eles. Vamos então novamente
rededicar-nos à eles. Que o espírito de H.P. Blavatsky possa renascer no
coração de cada teosofista e que o espírito de Max Heindel vibre novamente
no coração de cada estudante rosacruz. Quando chegar esse tempo e ele pode
chegar, os místicos e os ocultistas do mundo inteiro poderão estreitar suas
mãos ultrapassando o abismo de suas diferenças e unidos em propósito, se
tornarão soldados da reconstrução espiritual marchando como os antigos
profetas na vanguarda do progresso.

MANLY P. HALL
Em 1933


18 de Março de 1901 - 29 de Agosto de 1990
Manly Palmer Hall foi um célebre pensador, conferencista e escritor
canadense, que emigrou para os Estados Unidos da América, sendo mundialmente
reconhecido por centenas de trabalhos publicados dedicados à religião
comparada, filosofia , e tradições esotéricas. Seu mais famoso trabalho é
The Secret Teachings of All Ages: An Encyclopedic Outline of Masonic,
Hermetic, Qabbalistic and Rosicrucian Symbolical Philosophy ( Os
Ensinamentos Secretos de Todas as Idades: Um Esboço Enciclopédico Filosófico
de Maçonaria, Hermetismo, Caala, e Simbolismo Rosacruz ) publicado em
1928[ aos 27 anos de idade.
Foi honrado com o título de cavaleiro patrono de Masonic Research Group of
San Francisco, em 1953, sendo reconhecido pela Jewel Lodge No. 374, San
Francisco em 22 de novembro de 1954. Posteriormente recebeu o seu 32 ° no
Vale do São Francisco AASR (SJ). Em 1973 (47 anos após escrever The Secret
Teachings of All Ages), Hall foi reconhecido como um Maçon 33 º (a maior
honra conferida pelo Supremo Conselho do Rito Escocês), em uma cerimônia
realizada em 8 de dezembro na Philosophical Research Society .
Nos seus mais de 70 anos de carreira, Hall pronunciou cerca de 8.000
palestras nos Estados Unidos e em outros países, escreveu mais de 150 livros
e ensaios, destacando-se Initiates of the Flame ( Os Iniciados da Flama, e
The Story of Healing,The Divine Art ( A História da Cura, A Arte Divina),
The Lost Keys of Freemasonry (As Chaves Perdidas da Maçonaria) e The Secret
Destiny of America ( O Destino Secreto da América) e Masonic Orders of
Fraternity, além de inúmeros artigos em revistas.